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M&T - Manutenção e Tecnologia
Nº 79 -
outubro/novembro 2003

INTERNET

 
UMA REDE ON-LINE DE MÁQUINAS USADAS
 

Há 42 anos, Carlindo José Credidio Macedo viu chegar no Brasil o primeiro rolo compactador vibratório de pneus.

Tinha 21 anos, estreava como vendedor de máquinas e optou por montar uma carteira de clientes pequenos: "Batia de porta em porta nos escritórios de engenharia. Lembro do Olacyr de Moraes na Constran, uma empresa pequena, mas com muita perspectiva de crescimento." Hoje, aos 63 anos, Macedo continua vendendo, mas não bate mais em portas. Abriu o que Oswaldo Gutierrez, gerente geral da Sergut, chama de "uma janela para o mundo": a Metramaq Equipamentos Pesados, site de venda on-line de máquinas usadas.

Criada em 2001, a Metramaq (www.metramaq.com.br) registra uma média de 400 visitas/dia, tem um mailling de 7 mil compradores qualificados e, entre 2002 e agosto passado, realizou cerca de US$ 5 milhões em negócios aqui e no Peru, Bolívia, Uruguai, Paraguai, Portugal, Holanda, Estados Unidos, Canadá, México, Angola, Moçambique e Emirados Árabes.

 

Nesse ultimo caso, o vendedor estava na Venezuela, o comprador fez o pagamento do Canadá e a máquina seguiu para Dubai.

Foi a Metramaq que desmobilizou o canteiro de Obras do Consorcio Imigrantes, quando concluída a duplicação da rodovia. "Milhares" de bombas de concreto, transformadores, cabines de eletricidade, ferramentas manuais e até cadeiras renderam R$ 2,5 milhões, em nove eventos mensais de venda que atraíram 125 empresas de 14 estados do Brasil e países da América do Sul. Em novembro, outra venda na Venezuela, para a Suropca, da italiana Impregilo, faturou cerca de US$ 1 milhão com caminhões-pipa e off-roads, carros-oficina, comboios de lubrificação, pás-carregadeiras e guindastes, entre outros.

Mas Macedo não pára por aí, tem na mira um pacote de máquinas do Peru, um da Argentina e um de Portugal até março de 2004. Está montando a Carlindo Comercial Importadora e Exportadora, para suporte ao negócio e pode se associar ao leiloeiro Eduardo Biasi, realizando também leilões on-line.

"Me sinto com 40 anos, entusiasmado e com grande capacidade de assimilar um negócio e criar outro dentro dele", afirma.

     
FORÇA DO HÁBITO
Empreiteiro de porte médio, como se define, o engenheiro Osvaldo Gutiérrez, da Sergut Constructora Servicios, sediada em Santa Cruz na Bolívia, descobriu a Metramaq pesquisando na Internet e, em Abril de 2002, fazia sua primeira compra de uma usina de asfalto no Peru. Gutierrez não foi conhecer esse primeiro equipamento, nem os seguintes: compactadores, escavadeiras e motoniveladoras. Além do diferencial de preço - "entre 30 e 40% menor" -, Gutierrez considera a marca, ano e fabricação e o histórico de manutenção. "Não adianta ver o produto. Seria necessário um exame muito exaustivo para detectar os problemas. É o histórico de manutenção que garante o risco. Mas, quem compra uma máquina usada está preparado e sabe que intervenções serão necessárias." Há risco também em comprar pela Internet, lembra Gutierrez,   onde bons negócios se confundem com ofertas desonestas. "Meus termos com o Carlindo (Macedo) são de confiança. Para mim, é ele quem deve averiguar a procedência do que está vendendo", explica. Gutierrez que cursou engenharia mecânica e fez mestrado em termodinâmica na PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio de Janeiro, veio ao Brasil desta vez procurar peças de reposição na M&T Expo. "É uma feira muito interessante, para se reciclar e manter atualizado, e com opções para pequenos, médios ou grandes empreiteiros". Ao passar pela Metramaq, no entanto, não resistiu a uma busca no site: "É uma janela aberta para nós, de fora do Brasil. Acabo de ver um equipamento que me interessa, mas nem precisava ter vindo da Bolívia a São Paulo para isso", brinca.
     

Vocação - O conhecimento e experiência de Macedo no Setor vêm de longe. Em 1963, entrou para a Lion revenda Caterpillar hoje incorporadora da Sotreq, como inspetor de peças. Era um dos poucos ali que cursava uma faculdade - a ESPM, então Escola de Propaganda de São Paulo - e, não contente, formou-se depois em Administração de Empresas e Direito. Também aprendeu inglês e, em 1964, traduzia o material técnico da Caterpillar norte-americana para o português e, com ele, estruturava treinamentos.

Participou, ainda, da criação do SEMR - Serviço Especializado em Material Rodante, que existe até hoje e, aos 24 anos, como sub-gerente, conheceu os Estados Unidos e a Europa.

Em 1972 já era gerente da área de peças , que havia "encampado" a de serviços e, 1979, ajudou a implantar a estrutura que possuía nas novas filiais do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (então um só estado), Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia. "A Lion era o maior dealer Caterpillar do Brasil e um do maiores do mundo", relembra.

Na época seu departamento operava um searching system onde, durante o dia eram digitados os pedidos dos clientes e, à noite, feitas as transferências automáticas do estoque das filiais para São Paulo, ao mesmo tempo em que as peças eram trazidas de caminhões.

Na manhã do outro dia, o cliente tinha uma nota fiscal em seu nome e sua compra separada.

"Não perdíamos um só pedido. Em 1984, o faturamento da Lion só em peças foi de US$ 50 milhões", conta Macedo.

 

 

Negócio - Em 1985, encantado com uma nova proposta, Macedo foi para o Banco Real, lidar com compras, segurança, comunicações e suporte às agências. Como "dormia e acordava pensando em máquinas", mudou-se para o grupo Santo Amaro, revenda Ford, onde implantou um sistema computadorizado para a área de peças.

Também não era isso e resolveu entrar para a divisão de Manutenção dos Equipamentos e Suprimentos da Camargo Corrêa, dirigida pelo próprio Sebastião Camargo. "Ele se preocupava muito com a manutenção dos equipamentos e fazia isso de maneira centralizada", diz Macedo. A oficina, em Guarulhos tinha 120 mil metros quadrados, 900 funcionários, comprava e distribuía peças de reposição para obras em todo o País e cuidava de toda a frota - só em tratores Ceterpillar D8, perto de 150 unidades.

Já coordenador de vendas de equipamentos usados da construtora e, tendo realizado 95 leilões com leiloeiros oficiais, Macedo foi chamado pelo hoje superintendente da holding, Pietro Francesco Giavina-Bianchi, para criar um sistema on-line de venda de máquinas, que depois se tornaria um empresa independente: a Metramaq. "Meu contrato com a Camargo Corrêa para vender parte de sua frota de usados dura até hoje", orgulha-se.

Ganhando amplitude, a área de classificados da Metramaq inclui, além de construtoras, as listas de revendas de fabricantes. O anuncio é gratuito e sem restrições de ano, preço ou tipo de equipamento. Em eventos maiores, como o do consórcio Imigrantes, tudo é numerado, fotografado e tem a venda divulgada por email para todo o mailling da Metramaq, continuamente alimentado e atualizado. "Para evitar complicações, procuramos obter o maior número de informações sobre cada cliente. Não tenho o menor interesse em mudar a imagem que conquistei no mercado", garante Macedo.

 

www.sobratema.org.br



 

 



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